Francisco Carlos de Mattos*
Venho, por meio deste relato, tentar justificar a publicação, neste espaço, do texto "Arrisque-se! Seu futuro depende de você", de autoria de Julio Clebsh, editor da Revista Profissão Mestre.
Ao desenvolver um trabalho, enquanto Orientador Educacional, em uma turma de 2º ano do EM, turma essa que teve como recomendação do conselho de classe uma reunião com pais e responsáveis e professores, percebi o quanto os alunos estão e são carentes de atenção, de serem ouvidos, orientados e o quanto necessitam e retribuem na mesma proporção ou mais de carinho, de sorriso, de uma relação de camaradagem, de uma cumplicidade na busca do conhecimento.
O texto é uma tentativa de resposta, breve por sinal, aos anseios, receios, aos desejos, aos medos. Entendi, que, quando algumas vezes respondem com atitudes, comportamentos um tanto quanto agressivos, não significa que SEJAM assim, mas que ESTÃO assim, que é a única maneira que encontram para dizer ao mundo que estão vivos, que existem, que estão "passando", atravessando uma pinguela sobre um precipício e isto os assusta muito, pois são maduros o suficiente para "peitar" o perigo, mas quando, em plena travessia, voltam a ser aquelas crianças desprotegidas, pedindo colo de pai, de mãe. E aí acreditam e confirmam o que João Guimarães Rosa "poetifretizou" ao dizer que "o real da vida se dá, nem no princípio e nem no final. Ele se dispõe para a gente é no meio da travessia".
Já ouvi em outros momentos iguais a esse alguém dizer:
_ Sentimentalóide! Pura bobagem essa atitude de ficar focando a questão da afetividade onde o cognitivo impera!
Esse, acredito, é um tipo de observação que não merece réplica, pois é inadmissível que um profissional da educação não tenha tido em sua formação acadêmica algum enfoque voltado para essa concepção da constituição humana. Antes, muito antes disso, até no período de gestação do indivíduo, não se pode imaginar que não tenha sucedido - repito, na fase intra-uterina - uma relação afetiva.
Será que precisamos nos preocupar com essas heresias? Penso que não e, "gonzagueando", sustento que "eu acredito é na rapaziada, que segue em frente e segura o rojão...eu ponho fé é na fé da moçada!"
Venho, por meio deste relato, tentar justificar a publicação, neste espaço, do texto "Arrisque-se! Seu futuro depende de você", de autoria de Julio Clebsh, editor da Revista Profissão Mestre.
Ao desenvolver um trabalho, enquanto Orientador Educacional, em uma turma de 2º ano do EM, turma essa que teve como recomendação do conselho de classe uma reunião com pais e responsáveis e professores, percebi o quanto os alunos estão e são carentes de atenção, de serem ouvidos, orientados e o quanto necessitam e retribuem na mesma proporção ou mais de carinho, de sorriso, de uma relação de camaradagem, de uma cumplicidade na busca do conhecimento.
O texto é uma tentativa de resposta, breve por sinal, aos anseios, receios, aos desejos, aos medos. Entendi, que, quando algumas vezes respondem com atitudes, comportamentos um tanto quanto agressivos, não significa que SEJAM assim, mas que ESTÃO assim, que é a única maneira que encontram para dizer ao mundo que estão vivos, que existem, que estão "passando", atravessando uma pinguela sobre um precipício e isto os assusta muito, pois são maduros o suficiente para "peitar" o perigo, mas quando, em plena travessia, voltam a ser aquelas crianças desprotegidas, pedindo colo de pai, de mãe. E aí acreditam e confirmam o que João Guimarães Rosa "poetifretizou" ao dizer que "o real da vida se dá, nem no princípio e nem no final. Ele se dispõe para a gente é no meio da travessia".
Já ouvi em outros momentos iguais a esse alguém dizer:
_ Sentimentalóide! Pura bobagem essa atitude de ficar focando a questão da afetividade onde o cognitivo impera!
Esse, acredito, é um tipo de observação que não merece réplica, pois é inadmissível que um profissional da educação não tenha tido em sua formação acadêmica algum enfoque voltado para essa concepção da constituição humana. Antes, muito antes disso, até no período de gestação do indivíduo, não se pode imaginar que não tenha sucedido - repito, na fase intra-uterina - uma relação afetiva.
Será que precisamos nos preocupar com essas heresias? Penso que não e, "gonzagueando", sustento que "eu acredito é na rapaziada, que segue em frente e segura o rojão...eu ponho fé é na fé da moçada!"
* Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, atualmente exercendo a função no Colégio Municipal Rui Barbosa e o cargo de coordenador dos profissionais dessa área (6º ao 9º anos e Ensino Médio), na Divisão de Orientação Educacional, da Secretaria Municipal de Educação.
Referências Bibliográficas
Gonzaguinha. E vamos à luta. In: Gonzaguinha Geral (1987), EMI.
ROSA , João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira , 1986 .
Referências Bibliográficas
Gonzaguinha. E vamos à luta. In: Gonzaguinha Geral (1987), EMI.
ROSA , João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira , 1986 .