sexta-feira, 24 de outubro de 2008

2002 MOTIVOS ´PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES`

Francisco Carlos de Mattos*
Venho, por meio deste relato, tentar justificar a publicação, neste espaço, do texto "Arrisque-se! Seu futuro depende de você", de autoria de Julio Clebsh, editor da Revista Profissão Mestre.
Ao desenvolver um trabalho, enquanto Orientador Educacional, em uma turma de 2º ano do EM, turma essa que teve como recomendação do conselho de classe uma reunião com pais e responsáveis e professores, percebi o quanto os alunos estão e são carentes de atenção, de serem ouvidos, orientados e o quanto necessitam e retribuem na mesma proporção ou mais de carinho, de sorriso, de uma relação de camaradagem, de uma cumplicidade na busca do conhecimento.
O texto é uma tentativa de resposta, breve por sinal, aos anseios, receios, aos desejos, aos medos. Entendi, que, quando algumas vezes respondem com atitudes, comportamentos um tanto quanto agressivos, não significa que SEJAM assim, mas que ESTÃO assim, que é a única maneira que encontram para dizer ao mundo que estão vivos, que existem, que estão "passando", atravessando uma pinguela sobre um precipício e isto os assusta muito, pois são maduros o suficiente para "peitar" o perigo, mas quando, em plena travessia, voltam a ser aquelas crianças desprotegidas, pedindo colo de pai, de mãe. E aí acreditam e confirmam o que João Guimarães Rosa "poetifretizou" ao dizer que "o real da vida se dá, nem no princípio e nem no final. Ele se dispõe para a gente é no meio da travessia".
Já ouvi em outros momentos iguais a esse alguém dizer:
_ Sentimentalóide! Pura bobagem essa atitude de ficar focando a questão da afetividade onde o cognitivo impera!
Esse, acredito, é um tipo de observação que não merece réplica, pois é inadmissível que um profissional da educação não tenha tido em sua formação acadêmica algum enfoque voltado para essa concepção da constituição humana. Antes, muito antes disso, até no período de gestação do indivíduo, não se pode imaginar que não tenha sucedido - repito, na fase intra-uterina - uma relação afetiva.
Será que precisamos nos preocupar com essas heresias? Penso que não e, "gonzagueando", sustento que "eu acredito é na rapaziada, que segue em frente e segura o rojão...eu ponho fé é na fé da moçada!"
* Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, atualmente exercendo a função no Colégio Municipal Rui Barbosa e o cargo de coordenador dos profissionais dessa área (6º ao 9º anos e Ensino Médio), na Divisão de Orientação Educacional, da Secretaria Municipal de Educação.
Referências Bibliográficas
Gonzaguinha. E vamos à luta. In: Gonzaguinha Geral (1987), EMI.
ROSA , João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira , 1986 .

ARRISQUE-SE! SEU FUTURO DEPENDE DE VOCÊ

Júlio Clebsch
Muitas vezes, é difícil imaginar-se alcançando um grande objetivo, seja ele financeiro, amoroso, artístico, profissional. Na verdade, poucos de nós identificam-se com essa pessoa de sucesso (seja ele qual for).
Claro, vemos apenas o resultado final e não o processo pelo qual alguém passou para que pudesse “chegar lá”. Ou você acha que um Paulo Autran nasceu ator? Ou que um grande amor se conquista apenas porque dois olhos se cruzaram?
Grandes conquistas são construídas dia após dia, passo a passo, por pessoas como você. A grandeza vem de ações comuns, focadas num objetivo específico e com dedicação contínua.
A pessoa que você vai se tornar está sempre olhando para a pessoa que você é agora. A imagem que você terá de si mesmo amanhã depende completamente das ações que você vai se ver tomando hoje. A confiança com a qual você viverá no mês que vem estará baseada na integridade das suas ações esta semana.
Existem muitas coisas terríveis que podem acontecer hoje. Elas até podem acontecer, mas provavelmente não vão. Mesmo assim, a preocupação com elas serve como um freio para todas as coisas boas que poderiam acontecer. Ironicamente, por causa de tudo isso, ocorre quase sempre o pior que poderia acontecer: absolutamente nada.
Você pode enganar e esconder coisas de quase todo mundo, até de você mesmo, mas a pessoa que você vai ser amanhã está sempre, sempre, te olhando. E a opinião dessa pessoa sobre você cumprirá um papel importantíssimo na sua vida futura.
Será que amanhã você vai ter orgulho do que fez hoje? Será que seu “você” futuro encontrará forças nas suas ações e atitudes presente? Você vai aprender com seus sucessos e fracassos?
Existe uma fábula sobre uma terra em guerra. Nela havia um rei que causava espanto. Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras.
Nesta sala, ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
– Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
— Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
— Diga, soldado.
— O que havia por trás da assustadora porta?
— Vá e veja.
O soldado, então, abre-a vagarosamente e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo à liberdade. O soldado admirado apenas olha seu rei, que diz: “Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.”
Quantas portas deixamos de abrir por medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
Arrisque-se um pouco hoje, amanhã, todos os dias. Viva intensamente o milagre da vida com a qual você foi abençoado. Existem muitas alegrias que somente surgem quando você tem a coragem e a fé de arriscar, de participar.
Viva cada momento como se alguém estivesse olhando. Porque alguém está realmente olhando, alguém que pode realizar seus maiores sonhos. Viva de forma que a pessoa que você se tornará no futuro possa olhar para trás com gratidão e admiração pela pessoa que você é hoje.

http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=2983 . Acesso e captura em 23/10/2008.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

DATA DE VENCIMENTOS DE COBRANÇAS EM BOLETAS

Ontem, lendo o jornal Extra, verifiquei que foi publicada no Diário Oficial uma Lei sancionada e já publicada no Diário Oficial que defenderá nosso direito quando uma correspondência de cobrança chega depois do vencimento ou no próprio dia. Antes a gente pagava a multa pelo atraso e ficava por isso mesmo, mas agora recebemos uma multa quando isso acontece.
Vejam a publicação:
Empresas públicas e privadas que prestem serviços no Estado do Rio de Janeiro estão obrigadas a postar suas cobranças com o prazo de dez dias antes da data do vencimento. A medida consta da Lei 5.190/08, sancionada pelo governador em exercício, deputado Jorge Picciani (PMDB), e publicada na edição do dia 15 de janeiro de 2008 (terça-feira), do Diário Oficial do Poder Executivo.
Com o objetivo de garantir sua aplicação, a lei determina que as datas de vencimento e de postagem sejam impressas na parte externa da correspondência de cobrança. 'A lei garante o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor, ao assegurar que as contas não cheguem vencidas à casa dos consumidores, que acabam arcando com o ônus de um erro cometido pelas prestadoras de serviços', defende a autora do texto, deputada Cidinha Campos (PDT).Em caso de descumprimento, será aplicada ao infrator multa no valor de 100 Ufir-RJ em favor do consumidor, a título indenizatório. De acordo com a parlamentar, a proposta tem por finalidade vedar a emissão e remessa de títulos e boletos de cobrança com prazo de vencimento expirado. 'Tal prática, na maioria das vezes ocasiona ao devedor/consumidor, um ônus pelo pagamento de juros e mora que são indevidos', argumenta Cidinha. Como proceder:Quando a correspondência chegar à sua casa, verifique a data de postagem e a data de vencimento (que devem estar impressas no lado de fora da correspondência). Caso a conta tenha sido entregue no dia do vencimento ou após essa data e a postagem não foi feita com o mínimo de 10 dias de antecedência, pronto.
Dependendo do valor da cobrança, a própria empresa acabará pagando a dívida já que o valor hoje de 100 Ufir-RJ é de R$182,58!!!
Muito boa essa lei. Repasse a todo mundo (mas com cópia oculta para preservar a identidade e o e-mail dos seus amigos de span).
Esse artigo foi publicado em vários jornais e eu já tenho um pedaço do jornal recortado e guardado dentro da minha bolsa.
LEI Nº 5190, DE 14 DE JANEIRO DE 2008.
DISPÕE SOBRE O PRAZO PARA ENVIO DE COBRANÇA POR PARTE DAS EMPRESAS ÚBLICAS E PRIVADAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, em exercício Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º. As empresas públicas e privadas que prestem seus serviços no Estado do Rio de Janeiro ficam obrigadas a efetuar a postagem de suas cobranças no prazo máximo de 10 dias da data de seu vencimento.
§1°. A fim de que se cumpra o que prevê a presente Lei, as datas de vencimento e de postagem deverão ser impressas na parte externa da correspondência de cobrança.
Art. 2°. Em caso de descumprimento desta Lei, aplicar-se-á ao infrator multa no valor de 100 (cem) Unidades Fiscais do Estado do Rio de Janeiro em favor do consumidor, ou devedor, a título indenizatório.
Art. 3º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 2008.
JORGE PICCIANI
Governador em exercício

DEPÓSITOS ANTECIPADOS (CAUÇÃO)

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Lei de n° 3.359 de 07/01/02 - Depósitos Antecipados
Foi publicada no DIÁRIO OFICIAL em 09/01/02, A Lei de n° 3.359 de 07/01/02, que dispõe:
Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza, para possibilitar internação de doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada.'
Art 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a devolver em dobro o valor depositado ao responsável pela internação. '
Art 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos usuários e a afixarem em local visível a presente lei. '
Art 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.'
Não deixe de repassar aos seus amigos, parentes, conhecidos, enfim. Uma lei como essa, que deveria ser divulgada, está praticamente escondida! E isso vem desde 2002. Estamos em 2008!
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A CRISE AMERICANA EM TUPINIQUÊS CASTIÇO

PREFACIANDO ¹
Antes de ler o texto é necessário aguçar a subjetividade criativa e tentarmos construir o cenário indispensável, o contexto essencial para a literata viagem. Entonce...
Domingo. Um típico armazém do mais interior dos interiores desse Brazilzão. Cachorros estirados ao chão na porta do armazém, galinhas ciscando de um lado e do outro, “seu” Nezinho, numa habilidade de médico legista, literalmente abria um porco para vender miúdos do mesmo e a sua carne e lá dentro do recinto, em um dos cantinhos, cadeira inclinada com o encosto na parede e, se equilibrando sobre ela, um daqueles maravilhosos matutos, tipo o Jeca Tatu iluminadamente criado por Monteiro Lobato, descascando um fumo de rolo. À sua frente, sentado sobre um saco de 50 kg de feijão, um outro, já mascando o seu desde que a “vendinha” fora aberta naquela manhã, numa performance olímpica, consegue dar uma cusparada de uns 3 a 4 metros para fora do armazém, fazendo um dos cachorros levar um susto. E aí, rola o papo entre os dois..

A CRISE AMERICANA EM TUPINIQUÊS CASTIÇO ²
A explicação da tunga americana em língua "brasileira" ou: Como entender a complexidade da crise subprime do sistema bancário americano; É assim, ó: O seu Zé tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça 'fiado' aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito (fiado), ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Zé, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constitui, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a que se façam operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece ( as tais cadernetas do seu Zé.).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Zé vai à falência.
E aí toda a cadeia sifu. Deu pra entender ?


¹. Produzido por Francisco Carlos de Mattos
². Recebido por e-mail de uma ex-aluna. No mesmo não constava o autor. Se alguém souber, por favor notifique-me!